Trabalho Itaú Private Bank Conexões
01 · Relacionamentos
De uma base de clientes a uma rede.
Desenhei um serviço em cima do ativo mais subaproveitado que o segmento tinha: a rede de pessoas que já estava dentro da própria carteira.
- Papel
- Design de modelo de negócio e visão de serviço
- Organização
- Itaú Private Bank
- O ativo
- A própria rede de clientes
- Status
- Rodando até hoje
01 O ativo
A coisa mais valiosa que o segmento tinha não era um produto.
O Itaú Private Bank atende algumas das pessoas mais influentes do Brasil. Fundadores, executivos, investidores, donos das empresas onde todo mundo mais é cliente.
Cada um desses relacionamentos tinha sido desenhado como uma linha entre o cliente e o banco. Ninguém estava desenhando as linhas entre os próprios clientes. A rede de tomadores de decisão mais concentrada do país estava dentro de uma carteira, sem uso nenhum.
02 O que eu desenhei
Desenhei um novo modelo de negócios, não mais uma oferta.
Desenhei um modelo de negócio que coloca na mesma sala clientes que têm um interesse em comum. Artes, esportes, negócios. O interesse é o motivo de ir, e o banco é o anfitrião em vez de ser o assunto.
Daí saem encontros que valem a pena: palestras, masterclasses, exposições, rodas de conversa temáticas. Ninguém é convidado para ouvir sobre um produto. É convidado porque se importa com a mesma coisa que a pessoa sentada ao lado.
03 O que o cliente e o banco ganham
O cliente conhece gente. O banco ganha motivo para estar na sala.
Para esse perfil de cliente, valor é o acesso que ainda não dá para comprar. Ele conhece pessoas com quem não tinha um contato, e sai negócio entre eles que não sairia de outro jeito. Só isso já basta para ele aceitar o próximo convite.
Para o banco, o valor é contexto. Cada encontro é uma ocasião em que o time comercial consegue apresentar oportunidades de investimento que fazem sentido, porque a sala foi montada em torno de um interesse comum e não em torno de uma campanha de produto.
Com isso o banco para de interromper as pessoas e passa a recebê-las. Esse é outro relacionamento, e ele se precifica de outro jeito.
O que produziu
de encontros e eventos realizados
de reais em negócios gerados pelo programa
04 O ponto
O melhor ativo de um segmento muitas vezes não está na prateleira de produtos.
Conexões não precisou de produto novo, plataforma nova nem time novo. Precisou de alguém perceber que a carteira também era uma rede, e desenhar para isso.
05 Como eu conduzi
Ninguém pediu esse aqui.
Ninguém me pediu para conectar os clientes. Eu que observei que ali podia ter uma oportunidade. O modelo veio de como as plataformas digitais monetizam: no Meta, no TikTok e no YouTube são os próprios usuários que geram o conteúdo que os outros usuários vão consumir. No Itaú Private Bank Conexões acontece a mesma coisa. Formalmente, quando um cliente faz uma palestra. Informalmente, quando as trocas entre eles são o conteúdo valioso gerado.
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Parti de um ativo que o banco já tinha
A proposta se apoia na rede que já estava dentro da própria carteira. Não pedia produto novo para aprovar nem time novo para montar, e é por isso que o banco conseguiu começar no trimestre seguinte, não no ano seguinte.
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Agrupei as pessoas por interesse, não por quanto elas têm
Os encontros são construídos em torno de artes, esportes e negócios, porque interesse em comum é o que faz dois desconhecidos conversarem.
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Escolhi cada formato pelo que ele produz
Palestra, masterclass, exposição e roda de conversa não dão na mesma. Escolhi cada formato pensando no tipo de conexão que ele produz.